quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Museu do Índio inaugura Galeria de Arte Indígena e exposições sobre os Guarani

O grupo indígena Mbyá Guarani do Rio de Janeiro foi a etnia escolhida para iniciar o programa “Índio no Museu” .
O evento integra os espaços expositivos da instituição – Museu das Aldeias, Muro do Museu e a Galeria de Arte Indígena - com uma mesma temática. A proposta, baseada na parceria direta com os índios, é a documentação da sua cultura com foco na cultura material e no processo de produção de bens.

Itamauí, Pataxó que há 3 meses mora com seu pai Kamayurá no Antigo Museu do Índio no Maracanã conheceu ontem nosso presidente Márcio Meira.


Kamayurá e Patxá explicaram detalhadamente a Márcio Meira o drama que estão vivendo no Antigo Museu do Índio no Maracanã.

Rachel Coelho, Márcio Meira, Mutuá e Kamayurá. Mutuá é neto de Nahú Kuikuro. Seu avô Nahú, acompanhou os irmãos Leonardo, Cláudio e Orlando Villas Boas, o Marechal Rondon e Darcy Ribeiro na criação do Parque Nacional do Xingu.


A exposição fotográfica "Ojapo Porã'i" acontece no espaço Muro do Museu. São 20 fotos realizadas pelos próprios índios em oficinas organizadas pelo Museu do Índio. Os Guarani vão mostrar para a população da cidade o que eles registraram como um “fazer bonito” (ojapo porá) em suas aldeias do Rio de Janeiro.

A mostra etnográfica "Tape Porã, impressões e movimento - os Mbyá no Rio de Janeiro" com cerca de 60 peças, fotos e vídeos, no Espaço Museu das Aldeias, procura refletir sobre o movimento – o deslocamento - na experiência de vida dos Mbyá, que se liga estreitamente à produção do que eles chamam de “estar bem” (-iko pora ) e que significa tanto estar com saúde quanto estar “alegre” (-vy’a). Os objetos exibidos carregam marcas da história desse povo. A curadoria é assinada pela antropóloga Elizabeth Pissolato.

Na Galeria, a mostra de venda “Ombopara” (grafismo Guarani). A criação da Galeria de Arte Indígena é uma iniciativa do Museu do Índio para agregar um conteúdo social e étnico às peças comercializadas pelos diferentes grupos indígenas brasileiros. Na abertura da Galeria, o destaque inicial é para o grupo Mbyá- Guarani, contextualizando a sua arte no nicho de mercado ecológico, já que os objetos vendidos por eles no Rio de Janeiro são feitos de fibra de bambu. A renda obtida reverterá para as associações Mbyá. O Projeto Guarani conta com o apoio da Fundação Banco do Brasil e da UNESCO.

Os Guarani vivem, hoje, nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do Brasil, e estão classificados em três grupos: Kaiová, Nhandevá e Mbyá. Com uma população estimada em torno de 34 mil pessoas, mantêm uma unidade linguística e cultural, constituindo-se, assim, numa das maiores etnias indígenas do País. O idioma Guarani pertence à família Tupi-Guarani, do tronco lingüístico Tupi. Há Guarani também em terras situadas em partes da região de Missiones na Argentina, do leste do Paraguai e norte do Uruguai.

Museu do Índio
Rua das Palmeiras 55 – Botafogo
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30min; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.R$3,00 - grátis aos domingos. Até 15 de maio de 2010.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

MEB - MOVIMENTO EDUCACIONISTA DO BRASIL NO RIO GRANDE DO NORTE

MOVIMENTO EDUCACIONISTA DO BRASIL - MEB-
AGORA TAMBÉM NO
ESTADO NO RIO GRANDE DO NORTE

RESUMO BIOGRÁFICO DE NOSSO COORDENADOR:
Modesto Cornélio Batista Neto, 19, é escritor, cronista, poeta e acadêmico do curso de História da UERN e já publicou artigos em vários jornais do Rio Grande do Norte, assumindo inclusive uma coluna (Via Independente) no jornal Cajarana.

Líder, ativista e ideólogo do movimento estudantil há seis anos preside hoje o Centro Acadêmico do curso de História do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão na cidade de Açu/RN.

Modesto Neto é Vice-Presidente da Juventude Socialista do Rio Grande do Norte, respeitado e admirado por amigos, professores, leitores e companheiros de militância política. Como poeta publicou dois livros: Faces de Um Mesmo Ser (2007) e Escritos do Silêncio (2009).

Modesto já está no COEED – Conferência Estadual de Educação do Rio Grande do Norte como delegado, representando o MEB.


Foto: Modesto Batista Neto entregando na Secretaria de Educação do Municipio a Reforma Educacional Raimunda Neci, aprovada no XVI Congresso Nacional da Juventude Socialista do PDT .

Modesto com os alunos em palestra pelo MEB onde falou sobre Ditadura Militar e A Crônica Social .

A próxima ação do MEB/RN será uma palestra com o Professor Joanilson Rêgo em Tibau do Sul/RN.

Para entrar em contato com o MEB/RN fale com o Modesto:

pdt.angicos@hotmail.com
correiopop@hotmail.com

E Vamos em frente!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

PAULO RAMOS APÓIA ÍNDIOS AMEAÇADOS NO RIO

O deputado Paulo Ramos – PDT – RJ - defendeu na TV Alerj, no Programa Alerj debate, nesta segunda ,9, a restauração do Casarão que foi sede do SPI e do Antigo Museu do Índio, na Rua Mata Machado no Maracanã. O espaço que foi doado pelo Príncipe Regente em 1865, teve como condição pesquisas sobre povos originários e suas sementes domesticadas e abrigou boa parte da cultura indígena no Brasil.

O local está ameaçado de demolição para construção de um estacionamento para atender aos jogos olímpicos e a Copa do Mundo.

Paulo Ramos lembrou que Darcy Ribeiro fundou o Museu do Índio em 1952 e o local também foi moradia do Marechal Rondon.
Participaram do programa com o jornalista Renato Auar, o líder Pataxó, kamayurá e a Professora Maria Rachel Coelho.
Kamayurá enfatizou que o Museu do Índio, atualmente em Botafogo, é administrado por não-índios e que não atende as necessidades dos indígenas que moram no Rio.
Também falou que os não-índios não entendem que a terra é sagrada e assim como não se compra e vende o céu, o sol, o mar, as terras são inegociáveis.

Rachel Coelho enfatizou que os índios tem a posse do terreno, e o direito é originário, indisponível, inalienável e imprescritível constitucionalmente, confirmado pelo Supremo Tribunal Federal recentemente no caso Raposa Serra do Sol.

No último bloco do programa, a Professora fez um desabafo sobre as ameaças que todos que estão lutando por essa causa estão sofrendo, principalmente os índios que moram no local.

Vejam os horários de reprise do programa no site da TV Alerj
Ou vejam pela internet :

BLOCO 1
http://www.tvalerj.tv/PlayMediaInPortfolio.do?mediaId=6495

E baixe os Blocos 2 e 3 .

...”Isso é um patrimônio das comunidades Indígenas e de todo povo brasileiro. Só quem não sabe o significado da palavra “referência” pode ter tanta insensibilidade e descompromisso. E não há razão para destruir, é possível conciliar o interesse deles preservando a história dos povos indígenas”...

Deputado Paulo Ramos - PDT

domingo, 1 de novembro de 2009

COMEÇARAM HOJE AS INSCRIÇÕES PARA VESTIBULAR INDÍGENA 2010 - MT


O Processo Seletivo Específico exclusivo para estudantes dos povos indígenas de Mato Grosso, para ingresso em cursos de graduação no período letivo de 2010, abre inscrições no próximo domingo (01). São oferecidas 10 vagas suplementares para o período 2010/1, distribuidas entre os cursos de Administração (três vagas), Ciências Contábeis (duas vagas), Ciências Sociais (duas vagas), Ciências Econômicas (três vagas) ; e 10 vagas para o períodos de 2010/2, nos cursos de Psicologia (três vagas), Serviço Social (três vagas), Comunicação Social (duas vagas) e Geografia (duas vagas), todas no campus de Cuiabá.

As inscrições começam às 08h do dia 01 de novembro e podem ser feitas até as 23h59 do dia 13, no endereço eletrônico www.ufmt.br/vestibular. Além da inscrição, o candidato deverá enviar a Carta de Recomendação devidamente preenchida e assinada pela liderança da Comunidade Indígena a qual pertence até o dia 13 de novembro. A Carta de Recomendação deverá ser enviada por meio de Correspondência Registrada com Aviso de Recebimento ou via Sedex para o endereço da Coordenação de Concursos e Exames Vestibulares – CEV/UFMT. As inscrições serão feitas somente pela Internet e, aos candidatos que não tiverem acesso, será disponibilizado equipamento, no período de 03 a 13 de novembro, em diversos pontos do Estado. Confira a lista dos locais onde o equipamento estará disponível e outras informações no Edital.

O Processo Seletivo é composto por duas fases: a primeira constituída por prova objetiva e prova de redação, no dia 13 de dezembro; a segunda por prova oral, no período de 08 a 12 de fevereiro de 2010. A divulgação do resultado final será feita até o dia 24 de fevereiro de 2010 e a matrícula dos aprovados na primeira convocação será realizada no dia 03 de março.

Mais informações pelos telefones (65) 3615.8150, 3615.8151 e 3615.8152.
Fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&mat=309932

VIÚVA DO PROFESSOR AFONSO PEREIRA LANÇA LIVRO EM SUA HOMENAGEM

A Professora Clemilde Torres Pereira, viúva do educador Afonso Pereira da Silva, que faleceu em junho de 2008,lançou ontem o livro "Ecos da Recordação", assinado pela própria Clemilde e pela também escritora Balila Palmeira.

O lançamento do livro foi no próprio Arquivo Afonso Pereira, no bairro de Jaguaribe, na capital da Paraíba.
A data escolhida foi porque exatamente ontem o educador faria 92 anos de idade.

Clemilde Torres explicou que a publicação é um retrato, um registro com depoimentos, cartas de condolências e notícias publicadas logo após a morte do marido. Durante o evento também foi feita uma homenagem à Escola Municipal Afonso Pereira, inaugurada pelo Prefeito Ricardo Coutinho no início deste ano, no bairro Cidade Verde.

A venda do livro será revertida para a compra de paradidáticos para a escola.

D. Clemilde é membro do MEB - Movimento Educacionista do Brasil e também uma de nossas maiores parceiras.


sábado, 31 de outubro de 2009

SOBRE TEMPO E TRABALHO

“Índio é preguiçoso”, reza a lenda popular calcada numa visão de trabalho tipificada pela revolução industrial que defendia a máxima “tempo é dinheiro”.
Embora seja óbvio o viés etnocêntrico – teoria que preconiza a superioridade de um povo sobre o outro se colocando como referência para tudo – o ocidente construiu um olhar sobre o trabalho colocando-o como o centro da vida, da realização e da dignidade da pessoa humana. E jogou por terra outros pensamentos, outras teorias, outras práticas que não levavam em consideração uma visão de tempo centrada na produção.
Por que, dizem, que o índio é preguiçoso – embora já tenha explicado que esse “índio” não exista – fazendo as pessoas criarem um estereótipo perigoso de povos tão diversos e distintos entre si?Para o indígena existem dois tempos: o passado e o presente. O passado é memorial. Serve para nos lembrar quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos. Um povo sem memória ancestral é um povo perdido no tempo e no espaço. Não sabe para onde caminha e por isso se preocupa tanto aonde vai chegar. O passado é a ordenação de nosso ser no mundo. É ele que nos obriga a sermos gratos, a cantar e dançar ao Espírito Criador. É ele que nos lembra o tempo todo que somos seres de passagem.
O outro tempo é o presente. Para estes povos o tempo que importa é o presente. Meu avô afirmava sempre: “se o momento atual não fosse bom, não se chamaria presente”. Os indígenas são, portanto, seres do presente. Só sabem viver o e no presente. “A cada dia basta sua preocupação”, disse um certo pajé chamado Jesus.Viver o presente quer dizer que é preciso significar cada momento. Desde o acordar pela manhã até o momento do sonho tem que ser vivido com intensidade. Isso obriga o indígena a estar inteiro numa ação sem desviar-se dela. Uma caçada será frutífera a medida em que o caçador estiver envolvido nela, caso contrário não levará nada para casa.Viver o presente é olhar para si a cada dia e saber a necessidade daquele momento para o bom andamento da comunidade e fazer o que for bom para ela e não para si. É dar mais atenção ao coletivo do que ao individual. E isso exige um esforço e treinamento do corpo e da mente tão intensos que torna o jovem indígena uma pessoa integral. O mais importante, no entanto, do que quero dizer é que quem vive o presente não tem necessidade de planejar. Planejamento é a tentativa de congelar os acontecimentos que virão. É ter a ilusão de que se está prevendo o futuro. E o futuro é pura ilusão.Quando, em tempos antigos, os portugueses tentaram escravizar os indígenas esses não aceitaram aquela imposição. Trabalhar, para o português colonizador, era acumular. Acumulação é uma das dimensões do futuro. Acumula-se, poupa-se, guarda-se com a intenção de utilizar depois, amanhã. Os indígenas não sabem o que é o amanhã. E fugiram da escravidão. Os portugueses inventaram, então, que eles eram preguiçosos demais para aquela função nobre. E assim ficou.
Tempo e trabalho não são sinônimos. Trabalho e dinheiro também não. Trabalho não dignifica se ele escraviza. Trabalho demais nos dá tempo de menos. E tempo de menos tira da gente a alegria do encontro com os pais, com os filhos, com os amigos. Só o presente é um presente. O futuro é uma promessa que pode nunca chegar. Os indígenas sabem disso. Por isso vivem o momento.
Daí depreende-se também muitas explicações sobre a essência do ser indígena. Quem tem sensibilidade saberá distinguir diferentes pensamentos presentes em nosso mundo e descobrirá que a diversidade nos torna ainda mais coloridos.E queria dizer que é muito mais difícil viver o presente. Exige muito mais de cada um. O sonho – o futuro – nos desobriga a olhar para o lado e ver a necessidade diária do outro. O futuro nos torna egoístas e mesquinhos. Só o presente nos compromete.
Pense nisso.
Artigo semanal do Daniel Munduruku

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Meirelles vai à luta por Xingu

Fernando Meirelles já começou a captação de recursos para o novo projeto de sua produtora, a O2. Dirigido por Cao Hamburguer (de O Ano Em Quem os Meus Pais Saíram de Férias), o filme que contará a saga dos irmãos Villas Boas, os mais importantes sertanistas brasileiros.O longa-metragem já tem nome, Xingu, cujo parque nacional foi criado em 1961 a partir de uma campanha dos três irmãos.

Para viver Orlando, Claudio e Leonardo um elenco peso-pesado: Wagner Moura, Rodrigo Santoro e Selton Mello.Em carta já enviada a algumas grandes empresas para levantar recursos, Meirelles fala do apelo que um filme sobre a Amazônia teria hoje em qualquer parte do mundo.