terça-feira, 27 de abril de 2010

Carta de Protesto dos índios contra Belo Monte


Nós lideranças e guerreiros estamos aqui em nosso movimento e vamos continuar com a paralisação da balsa pela travessia do rio xingu. Enquanto Luiz Inacio Lula da Silva insistir de construir a barragem de Belo Monte nós vamos continuar aqui. Nós ficamos com raiva de ouvir Lula falar que vai construir Belo Monte de qualquer jeito, nem que seja pela força!!! Agora Nos indios e o povo que votamos em Lula estamos sabendo quem essa pessoa. Nós não somos bandidos, nós não somos traficantes para sermos tratados assim, o que nós queremos é a não construção da barragem de Belo Monte. Aqui nós não temos armas para enfrentar a força, se Lula fizer isso ele quer acabar com nós como vem demonstrando, mas o mundo inteiro vai poder saber que nós podemos morrer, mais lutando pelo nosso direito. Estamos diante de um Governo que cada dia que passa se demonstram contra nós indios. Lula tem demonstrado ser inmingo número um dos indios e Marcio Meira o atual Presidente da Funai tem demostrado a ser segunda pessoa no Brasil contra os indios, pois, a Funai não tem tratado mais assuntos indigenas, não demarcação de terra indigena mais, não tem fiscalização de terra indigena mais, não tem aviventação em terra indigena. Os nossos líderes indigenas são empedido de entrarem dentro do predio da funai em Brasilia pela força nacional. O que esta acontecendo com nós indios é um fato de grande abandono, pois, nós indios que somos os primeiros habitantes deste pais estamos sendo esquecidos pelo Governo de Lula que quer a nossa destruição, é esta a conclusão que chegamos.
Lider indigena Megaron Txukarramãe
Aldeia Piaraçu, 26 de abril de 2010
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carta de protesto contra o projeto belo monte. NOS VAMOS PARARIZAR A TRAVESSIA DA BALSA DO RIO XINGU POR UM PERIODO INDETERMINADO. CONFORME A CARTA DOS MEUS TIOS.
QUALQUER COISA LIGUEM 06644007614
JABIT
PATXON METUKTIRE

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Professora Maria Rachel participa do Toré dos Potiguaras

A Professora Maria Rachel passou o dia do índio com os potiguaras na Baía da Traição na Paraíba.
A Professora que chegou acompanhada de Emanuel Ramalho, assessor de imprensa do MEB, participou da dança do Toré.
O Toré é o principal ritual que os índios Potiguaras realizam. O ritual é feito em dias especiais como o Dia do Índio ou quando as Aldeias recebem visitantes ilustres.

A Dança do Toré é uma louvação ao Pai Tupã e a mãe Tamain, onde também são invocados os espíritos dos antepassados.

A dança de movimentos circulares é realizada em torno de uma roda formada com crianças, e dentro da roda caciques tocam tambor e flauta.

O Toré para os índios representa a vida, um ato de louvor, como uma purificação de tudo aquilo que os cerca.

Para sua realização os índios se enfeitam e dançam o dia inteiro numa harmonia entre o mundo dos homens e o mundo sobrenatural.




Antes de iniciar a dança os Pajés fazem uma defumação como forma de invocar nossos ancestrais.

O Toré representa uma projeção no futuro que os torna capazes de enfrentar todas as dificuldades no presente alicerçados na memória histórica preservada por seus anciãos.

Durante todo o dia vários estrangeiros e visitantes de todo o Brasil, assim como muitos pesquisadores de Universidades chegavam e saiam da festa. O ritual foi realizado a 5 km da Aldeia São Francisco. O lugar é de difícil acesso e no meio de muita natureza. Só é permitida a entrada com autorização da FUNAI ou dos índios.

A Dança se iniciou às 12hs 30 mins e foi até o final da tarde sem interrupções. Na medida que uns saem para se alimentar outros índios entram na roda para manter o ritual.

domingo, 18 de abril de 2010

Professora Maria Rachel Coelho visita a Casa Câmara Cascudo

A Professora Maria Rachel Coelho do PDT do Rio de Janeiro, juntamente com Modesto Neto do PDT do Rio Grande do Norte visitaram a Casa Câmara Cascudo.
A visita foi feita por conta da realização da SBPC que este ano acontece na cidade de Natal e por conscidência também é a data de aniversário de falecimento do autor. A Professora Maria Rachel ficou de homenageá-lo em sua palestra.




Na foto: A família Câmara Cascudo no terreno anexo à Casa Câmara Cascudo. No terreno vai funcionar o Instituto Câmara Cascudo.



A Família Câmara Cascudo os recepcionou com todo carinho.


Daliana Cascudo mostrou toda a Casa, a Biblioteca, o espaço onde funcionará o Instituto e um pouco da História de Câmara Cascudo.


A Professora Maria Rachel Coelho com Modesto Neto

..."Encontrei meu porto. Esperança e fortuna,adeus.Muito me iludiste. Ide iludir a outros agora"... Câmara Cascudo








Luís da Câmara Cascudo que foi também historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista, dizia que fazia questão de ser chamado era de Professor!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

PROFESSORA MARIA RACHEL COELHO VISITA ESCOLA NA ÁREA RURAL DE BANANEIRAS - PARAÍBA

A Professora Maria Rachel visitou a Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida na cidade de Bananeiras na Paraíba.

Maria Rachel, que foi convidada pelo Professor José Aylton Silva, foi recebida com muito carinho pelo alunos do Ensino Fundamental.

A Secretária Municipal de Educação também esteve presente e mostrou interesse em firmar uma parceria com o MEB para melhorar as condições da Escola.


Na entrada da cidade de Bananeiras fomos surpreendidos com uma boiada bem no meio da estrada.



Bananeiras, fica no Brejo Paraibano. E depois de 141 Km de João Pessoa até lá, ainda pegamos mais 5 km de um caminho de terra para chegar a Escola Nossa Senhora Aparecida.





Com Fabrício! Futuro do Brasil!


A professora Maria Rachel deu uma rápida palestra sobre culturas indígenas, oportunidade em que também respondeu a várias perguntas dos alunos e das mães que também compareceram ao encontro.




No telhado vê-se várias falhas tanto na sala da merenda quanto na sala principal.




A Escola Municipal de Ensino Fundamental Nossa Senhora Aparecida vista por fora.



Da esquerda para direita: Professor José Aylton;Professora Maria Rachel que falou sobre culturas indígenas; Gilvanisa Maia Martins, Secretária de Educação de Bananeiras há 6 anos;Professor Rosinaldo e Luzia, diretora da Escola.



Professora Maria Rachel com Marcos Oliveira que também é professor da escola.


Professora Maria Rachel e o Professor José Aylto se conheceram pelo twitter


Eraldo Francisco Nascimento da Silva Junior é aluno de Aylton e quer ser advogado



Da esquerda para direita: Professor Rosinaldo Amarante; Gilvanisa Maia Martins, Secretária de Educação de Bananeiras; Luzia, diretora da escola; Professora Maria Rachel; Maria, merendeira e o Professor José Aylton.


Com Eraldo! Futuro defensor dos direitos dos brasileiros!



A Escola se restringe a duas salas: a já vista acima onde fizemos as palestras e essa onde os alunos receberam cachorro quente e refrigerante de lanche.



Os alunos também ganharam muitas balas, pirulitos, chocolates, jujubas e pipoca levadas pela Professora Maria Rachel.


Valeu Aylton!



quinta-feira, 1 de abril de 2010

CONAE - QUINTO E ÚLTIMO DIA

No quinto e último dia continuamos com a Plenária Final que, foi suspensa para o discurso do Presidente Lula.
Foto: Professores/delegados RJ: Rachel Coelho, Solange Castro, Álvaro Bastos e Cláudia Grabois


Foto: Vereador Reimont (PT/RJ) único vereador do Rio de Janeiro que participou de todas as etapas da CONAE, Álvaro Bastos, Maria Rachel Coelho e Cláudia Grabois, gestora de Educação Especial do Município do Rio de Janeiro.

Ao coro de: LULA GUERREIRO, DO POVO BRASILEIRO, o Presidente foi ovacionado pelo auditório lotado.

Iniciou o discurso dizendo que ia ler pois ultimamente estava sendo multado reiteradamente, então, teria que se conter.


Mas Lula improvisou em vários momentos, quando disse, por exemplo que o que "a cátedra tirou, nós recolocamos!"... "Eu fui o Presidente que mais investiu em educação nesse país"!... "Melhoramos muito mas ainda temos muito que avançar". "Colocamos o debate da educação em novo patamar"...


Lula disse também que o Ministro Haddad é uma dádiva de Deus. Que tem muita gente que fala muito maisque pra ser ministro tem que ter muito mais do que conhecimento, tem que ter sensibilidade. E que a pior coisa que existe são aquelas pessoas que acham que sabem tudo!


Foto: Cláudia Grabois, Breno Viola representante do Movimento Síndrome de Down e a Professora Maria Rachel Coelho.


O último dia da CONAE foi histórico, o Ministro Haddad reconheceu o problema que a Lei do Piso dos Professores trouxe e pela primeira vez na história encaminhou ao Presidente Lula a reivindicação de todo o magistério: Um piso com um salário digno.

Haddad propôs ao Presidente e defendeu a negociação com os governadores e prefeitos pra se aplicar a Lei do Piso, o que foi aceito por Lula. O que aliás tinha que ter sido feito quando da elaboração do projeto, que nunca podia ter saído sem o estudo da realidade de cada estado e município. A lei atrela valor à carga horária e é rejeitada pela maioria dos professores das capitais, que já ganham mais por carga menor. Os professores defendem que o piso não pode ser atrelado a carga horária porque diminui os salários e inibe qualquer tentativa de aumento.

A Plenária também aprovou a reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para alunos egressos de escolas públicas, respeitada a proporção de negros e indígenas em cada ente federado, de acordo com os dados do IBGE.

O documento base com todas as deliberações, estará disponível na página eletrônica da conferência CONAE 2010 em um mês e também nos será enviado por email (a todos os delegados).

quarta-feira, 31 de março de 2010

CONAE - QUARTO DIA

No quarto dia continuamos com as Plenárias de Eixos. Também fizemos uma bela homenagem ao Professor Afonso Pereira da Silva no auditório Master, que de forma emocionante, foi aplaudido de pé por educadores de todo o Brasil. Após a homenagem sorteamos vários livros de Afonso Pereira.
Agradecemos ao Professor Francisco das Chagas, Coordenador Geral da CONAE que permitiu que fizéssemos essa homenagem, propiciando assim que não só os participantes da CONAE mas também todo o Brasil conhecesse uma pouco mais desse grande homem e nome especial na história da Educação Brasileira. Tudo foi transmitido ao vivo pela TV MEC.
Vejam os vídeos:




Homenagem ao Professor Afonso Pereira da Silva na CONAE 2010



Sorteio dos livros do Professor Afonso Pereira da Silva

terça-feira, 30 de março de 2010

CONAE - TERCEIRO DIA

Iniciamos o terceiro dia na CONAE no painel: Políticas de Prevenção e de Atendimento à Saúde dos Trabalhadores em Educação


Os Livros do Professor Afonso Pereira da Silva e D.Pedro II e o jornalista Koseritz ficaram expostos no stand da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado.

A Senadora Fátima Cleide, atual presidenta da Comissão,recebeu 3 livros do Professor Afonso Pereira da Silva e ficou de ajudar na realização de uma Sessão Solene em sua Homenagem.
Recebeu também de presente um livro D.Pedro II e o jornalista koseritz de autoria de Regina Gonçalves e Regis Lima de Almeida Rosa.
Agradecemos o apoio de Julio Linhares na divulgação dos livros. Valeu,mais uma vez, Júlio!
Na foto: Gersem Baniwa coma Professora Maria Rachel e a Professora Solange de Castro, sub secretária de Educação do Município de São João de Meriti.
Também no segundo dia participamos do Colóquio: Educação Escolar Indígena e Territorialidade.
O Professor Gersem José dos Santos Baniwa, primeiro professor indígena concursado da UFAM, atual Coordenador da Educação Escolar Indígena do MEC , deu um verdadeiro show!
A abordagem basicamente em cima da impossibilidade de uma Escola Intercultural Indígena sem referência territorial. Escola Indígena própria só tem sentido para fortalecer os valores, tradições, culturas, língua e isso só com a garantia de nosso espaço.
"Território não é apenas um conceito é um sentimento, referência ancestral"!
Não nos adequamos a política-administrativa Estados/Municípios. Nossa política educacional tem que ser por ETNIA!
Aberto o debate, foi unânime o pedido que a avaliação das escolas indígenas tem que ser repensada não podendo mais ser única.
Que temos que construir um sistema próprio de avaliação sim mas para uma escola efetivamente indígena, e hoje a nossa escola está muito dividida com a escola do branco .
Fizemos errado misturando tradição e modernidade. A Nossa Escola tem que dar conta do mundo branco e do mundo indígena e para dar conta do mundo branco teríamos que ter 730 dias por ano. Metade do tempo se dedica a ciência e outra metade à tradição.
E com metade do tempo se dedicando ao mundo do branco ficamos em desvantagem nos concursos públicos.
Reforcei os avanços na legislação e também na jurisprudência do STF.
E concordamos todos que temos que pensar por povo, sim! Se no Amazonas temos 64 povos, temos ter 64 projetos de escola, 64 linguístas especializados. É essa a idéia. A territorialidade não conflita com o sistema próprio que defendemos, pelo contrário é a base dele, é referência. Se completam!
Também palestrou a Professora Maria das Dores de Oliveira, Pankaruru, doutora em letras e linguística.
Pra quem já lutou 510 anos, a luta continua!